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terça-feira, 8 de março de 2011

Sobre mulheres e carnaval

O calendário deste ano reservou uma triste ironia para nós brasileiros: o dia internacional da mulher caiu exatamente na terça feira de carnaval.

Um dia em que se celebra a luta por mais dignidade ao gênero feminino foi colocado no mesmo espaço de uma festa cujas próprias mulheres se permitem ser reduzidas a bundas e peitos.

Que venham dias melhores para as mulheres do nosso país...

sexta-feira, 4 de março de 2011

Alegria artificial


Alegria artificial encaixotada num frasco, com prazo de validade de 4 dias? Sinceramente, prefiro a alegria natural dos outros dias do ano, aquela alegria que chega de mansinho, sem estardalhaço e sem barulho, que não precisa de tamborins, nem fantasias, nem substâncias químicas para sustentá-la. Uma alegria que não exige exclusividade, porque sabe que na vida tem que haver espaço para outros sentimentos também.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Sobre multas e assaltos

Presentinho do Detran, enquanto os assaltantes estão livres na Beira Mar

Ontem cheguei em casa, abri a caixa de correspondência e descobri que fui agraciado com uma notificação do Detran por excesso de velocidade na entrada do túnel da Via Expressa Sul. Qual era a minha velocidade? 160 km? 130? 110? Não. Eu estava a 90 km na via rápida que leva ao túnel.

Ironicamente, hoje cheguei em casa, abri a internet e descobri que em um período de um mês, quatro sequestros relâmpagos ocorreram na Beira Mar Norte. Onde estava o policiamento? Provavelmente multando por aí...

Isto me fez lembrar um episódio de alguns anos atrás. Eram 2h da manhã, e eu passei o sinal vermelho no cruzamento próximo à rodoviária, pois havia duas figuras estranhas por perto. Fui fotografado pelo radar, recebi a notificação e entrei com recurso explicando o ocorrido. Recurso negado.

Dias depois estava um coronel da PM sendo entrevistado na TVCom, dando dicas de segurança pra população, e enviei uma pergunta para ele: "Se estou numa sinaleira em que há pessoas suspeitas, o que seria preferível: parar e ser assaltado pelo ladrão, ou passar e ser assaltado pelo Detran?". A pergunta não foi ao ar.   

Em resumo: cuidado com os assaltantes. E muito cuidado com a polícia.




terça-feira, 26 de outubro de 2010

Eleições e a Agricultura Familiar

Publicamos abaixo mais uma manifestação respeitosa, baseada em experiências reais do cotidiano da Cooperativa da Associação dos Agricultores Ecológicos das Encostas da Serra Geral. Recebemos esta mensagem porque somos clientes da Cooperativa na compra de produtos orgânicos, e consideramos um importante testemunho que pode contribuir com o deslocamento do debate infrutífero para um debate de idéias que interessam à nossa sociedade.


Caros clientes da CooperAgreco,

Pedimos desculpas pela ousadia, mas consideramos necessário incluir na cesta desta semana, junto com o sabor de nossos produtos, este texto que traz reflexões de quem tem lutado para produzir alimentos limpos e saudáveis para você e sua família, assim como para construir uma sociedade brasileira que respeite a natureza e os homens e mulheres do campo.

Estamos, neste momento, vivendo um processo eleitoral que julgamos decisivo para a definição do ambiente político-institucional em que atuamos. Por isso, temos acompanhado com muito interesse as discussões sobre a eleição presidencial. Temos feito isso em contato com nossos representantes de vendas, com compradores de supermercados, com consumidores finais, nos restaurantes em que nossos produtos são servidos, e, de forma geral, por todos os lugares urbanos em que passamos.

Percebemos, em boa parte dos casos, que as opiniões estão sendo formadas sem considerar as políticas públicas voltadas à agricultura familiar e, especialmente, à agricultura orgânica. Ora, mas são essas políticas que nos afetam diretamente e que tornam possível, ou não, aumentarmos e melhorarmos a produção do que levamos as suas casas e mesas. Passamos a perceber que, na cidade, essas políticas são, contudo, muito pouco visíveis.

Por este motivo, pensamos ser importante indicar a você, caro cliente cidadão (no duplo sentido de “habitante da cidade” e “indivíduo no gozo dos direitos civis e políticos”), como vivenciamos as políticas federais que afetam o campo nos últimos oito anos (Governo Lula).

Se, hoje, somos uma rede de mais de 300 famílias de agricultores das Encostas da Serra Geral, é porque tivemos, ao longo desse período, grandemente ampliadas as oportunidades de produção e comercialização de alimentos orgânicos.

Esse avanço foi possível com o auxílio de diversos programas do Governo Federal. Os dois principais: o PRONAF - Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar e o PAA - Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar, que garantiram crédito e canais institucionais de comercialização para que pudéssemos expandir nossa produção e aumentar o número de agricultores familiares convertidos à produção orgânica.

A continuidade desses programas parece óbvia. Mas, não é! Exige compromisso com um modelo de desenvolvimento sustentável e com uma perspectiva de fortalecermos um Brasil rural com gente. Muita gente. E vivendo feliz, criando aí seus filhos e netos.

Pois bem, nossa experiência mostra claramente que esse compromisso existe apenas na candidata da Coligação “Para o Brasil seguir mudando”, Dilma Roussef. A outra candidatura aponta, ao contrário, para a descontinuidade, com uma ruptura com os princípios dessas políticas, seja em função de suas próprias opções, seja em função dos compromissos que já assumiu com os grandes produtores do agronegócio.

A CooperAgreco, juntamente com a Associação dos Agricultores Ecológicos das Encostas da Serra Geral (Agreco), tem o sonho de ter nessa região, rica em nascentes d’água, remanescentes da Mata Atlântica e agricultura familiar ainda “colonial”, um território sustentável que garanta a qualidade desses recursos naturais e a dignidade do seu povo. Ela quer concretizar esse sonho e sabe que isso exige, por mais tempo, o apoio de políticas públicas diretamente voltadas à agricultura familiar orgânica.

Foi considerando sua preferência por nossos produtos e sua confiança em nossa postura ética, tanto na produção dos alimentos que você dá aos seus filhos, quanto na construção de um mundo melhor que também será para eles, que julgamos possível e adequado fazermos essa manifestação.

Muito obrigado pela compreensão e pelo apoio.

CoperAgreco.

Eleições e as pessoas com deficiência


Transcrevo abaixo mensagem que recebi do meu amigo Adriano H. Nuernberg, professor do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina e pesquisador nas áreas de Psicologia Escolar e Educacional e Estudos sobre Deficiência.

Meus amigos,

Estamos a ponto de realizar a escolha entre os candidatos à presidência do nosso país e creio que todos desejam fazê-la com base em argumentos consistentes.

Não estou aqui para satanizar ou idealizar nenhum candidato, mas apenas apresentar um argumento pontual, pertinente à minha área de trabalho como professor e pesquisador, que contou para que minha opção fosse pela candidata Dilma Rousseff (PT).

Nos últimos anos vimos os maiores avanços na inclusão das pessoas com deficiência no país, em todas as esferas: trabalho, educação, saúde, assistência social.

Também foi durante o governo Lula que se aprovou, com a agilidade merecida, o mais importante documento para a defesa dos direitos das pessoas com deficiência, a Convenção Internacional pelos Direitos da Pessoa com Deficiência, promulgada pelo presidente em 2008.

Por sinal, essa Convenção foi amplamente criticada por alguns membros do PSDB que são muito influentes na Educação Especial brasileira, como Eduardo Barbosa ( do PSDB-MG que também é presidente da Federação Nacional das APAEs).

Avaliando as propostas de ambos os candidatos, fica claro que Serra, que conta com o apoio das APAEs, acena para o reforço de uma política segregacionista que historicamente se perpetua no país.

Ademais, tenho estado atento ao modo como Serra se refere às pessoas com deficiência, em grande parte das vezes evidenciando uma noção pautada pelo modelo médico e a assistencialista da deficiência.

Para mim, Dilma representa a continuidade do reforço dos mecanismos democráticos como as Conferências pelos Direitos das Pessoas com Deficiência, que levam a voz desse grupo social para as decisões quanto às políticas públicas dessa área, pensando a Deficiência como um tema transversal a todas as esferas, da Educação, ao trabalho, à Assistência, e o fazendo a partir de um modelo social da Deficiência.

Serra, ao contrário, reforça a lógica do especialismo e da segregação, ao propor o “Ministério da Pessoa com Deficiência”.

Não se enganem: as pessoas com deficiência não querem nada especial, nem Estatuto, nem Ministério só para elas, mas sim, ver seus Direitos Humanos reconhecidos, como nosso atual presidente tem sido capaz de reconhecer nesses anos, situando a Coordenadoria que trata das questões desse grupo social na Secretaria de Direitos Humanos e enfrentando a questão das barreiras às pessoas com deficiência em todos as áreas, transversalmente.

Enfim, existem vários outros motivos que pautam minha escolha por Dilma, dentre eles estão aqueles que a ilustração neste link descreve. Aqui desejei apenas acrescentar outro motivo que pode ser considerado em suas escolhas.

Abraço a todos e obrigado pela atenção.

Adriano H. Nuernberg

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Um Vereza e um apedeuta...

Eu tenho um problema. Às vezes eu encasqueto com uma coisa, e meu lado chato não me deixa em paz enquanto não vence a batalha.

Querem um exemplo recente?

Trata-se de um vídeo que está no youtube, com uma entrevista do ator Carlos Vereza no Programa do Jô, em que ele faz um apaixonado discurso com veementes críticas ao Partido dos Trabalhadores, e rasga elogios quase orgasmáticos ao José Serra.

Até aí nada de mais. Está no seu direito. Jô também tem esse direito de fazer do seu programa um espaço anti-petista, com as suas meninas tucanizadas travestidas de comentaristas políticas. Tudo normal até aí.

O que me deixou intrigado é uma informação que vem com o vídeo, de que esta entrevista teria sido "censurada" pela Globo e pelo PT devido ao forte tom de acusação do ator global, o que causa um enorme alvoroço nas hostes anti-petistas sempre à espera de algum fato que finalmente sirva como prova cabal que o Brasil vive um regime ditatorial.

Obedecendo meu lado chato, resolvi tirar a dúvida diretamente com o principal protagonista. Fui ao blog do ator, peguei seu e-mail e escrevi diretamente a ele. As mensagens seguem abaixo:

Primeiro e-mail:

15 de outubro de 2010 01:12
De: jd
Para: carlosvereza@hotmail.com

Prezado Carlos

Peço licença a você para lhe fazer uma pequena pergunta: é verdade que a sua entrevista no Jô Soares foi censurada?
Atenciosamente,
João David
Florianópolis - SC

Resposta do ator

15 de outubro de 2010 04:26
De: Carlos Vereza
Para: jd

Mas não pelo Jô! Coisas do PT! Um abraço. Carlos Vereza.


Minha nova mensagem ao ator

15 de outubro de 2010 14:11
De: jd
Para: Carlos Vereza

Caro Carlos Vereza
Muito obrigado pela atenção e pela rápida resposta.
Mas ainda não ficou claro para mim: o programa foi ao ar ou foi vetado pela Globo?
Desculpe pela insistência.
Agradeço mais uma vez sua atenção.
Forte abraço
João David




Enquanto escrevo este post, continuo aguardando a resposta do ator global. 

Provavelmente, a vida atribulada de uma personagem tão relevante da tv brasileira não permite que ela tenha tempo a perder com pessoas desconhecidas que ficam obedecendo ao seu lado chato, importunando atores em busca de esclarecimentos sem a menor importância.


Imagino ser esta a explicação para o caráter vago e impreciso de sua primeira resposta, e para o silêncio após a minha nova pergunta. 


Portanto estaria tudo bem comigo, não fosse esse meu lado chato - ele de novo? - ficar sussurrando em minha mente a idéia de que se o ator não quis me responder de forma clara, é porque talvez ele tenha interesse em que esta história continue com este enredo, o de um partido que censura as opiniões contrárias.

E o pior: este lado chato descobriu na internet a informação de que a dita entrevista foi ao ar no dia 06 de maio de 2006, o que aumentou a minha dúvida sobre se não teria sido bem mais simples se o ator respondesse que não, a entrevista não foi censurada.


Ou talvez eu não tenha entendido mesmo a sua primeira resposta porque sou um simples apedeuta.


Diante desta situação, só me resta esperar. Ainda prefiro acreditar que ele apenas não teve tempo para me responder.

domingo, 17 de outubro de 2010

Bloguilhéu abre o voto

Meu voto é cheio de ressalvas e críticas, mas voto para evitar um mal pior: o retorno do PFL/PSDB/VEJA ao comando do país.

Não porque eles comem criancinhas, são do demônio, fazem abortos e fecham igrejas, ou outras tantas asneiras que andamos ouvindo por aí, mas porque acredito que o seu projeto político foi e é prejudicial ao país.

Só isso.

A plena democracia é assim, liberdade para pensar e escolher.

É apenas a minha opinião. Não é melhor nem pior que a dos outros.

E que no dia 31, caibam todas as livres opiniões nas urnas deste país...

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

O Ato falho de Serra, O Estadão e Freud

Certas canções que ouço cabem tão dentro de mim, que perguntar carece: como não fui eu que fiz? (Milton Nascimento)

Seguindo o princípio do Milton, há certos textos que eu leio que se encaixam tão bem com meu pensamento, que o melhor a fazer é nem tentar reescrever as idéias; e somente copiar literalmente.

É o caso deste artigo que acabo de ler no blog  O Escrevinhador e transcrevo para o conhecimento dos leitores e amigos do Bloguilhéu:

O Ato falho de Serra, O Estadão e Freud
por Rodrigo Viana


Como sabem aqueles que conhecem um pouquinho de Freud, os atos falhos são – por definição – reveladores daquilo que anda em nosso inconsciente, e que muitas vezes tentamos esconder.

Quando alguém vai ao psicanalista, às vezes passa horas e horas tentando explicar o que pensa e o que sente. Discurso controlado, consciente – e que no mais das vezes encobre a verdade.

Um ato falho, que o paciente deixe escapar em meio a dezenas de sessões, às vezes dá uma pista mais importante para o psicanalista do que horas e horas de blá-blá-blá. O ato falho revela o que está reprimido, e pode apontar o longo caminho da cura (ainda que – quase sempre – a cura não seja a felicidade absoluta, mas a infelicidade suportável).

Vejam se não é um ato falho maravilhoso esse cometido por Serra hoje, ao falar do aborto: “Estão querendo tirar o aborto da pauta. Eu nunca disse que sou contra o aborto, porque sou a favor o aborto”, disse primeiro Serra, para surpresa da plateia. “Ou melhor, sou contra o aborto”, corrigiu em seguida.” A notícia eu li aqui.

Não é sensacional?

A campanha de Serra foi a beneficiária do terrorismo religioso envolvendo o aborto na reta final da eleição. Ou vocês acreditam que essa história tenha sido um debate que surgiu “naturalmente” na sociedade? O Paulo Moreira Leite – jornalista que trabalha na revista “Época”, mas que tem a qualidade de não brigar com os fatos – acha que não. Confiram aqui o que diz o Moreira Leite sobre isso.

Mas, de volta ao ato falho…

Serra, como sabemos, não é um homem formado nas tradições da direita. Isso é que é mais triste. Se fosse o Alckmin, que milita na Opus Dei, a gente entenderia. E até respeitaria mais – porque a Opus Dei é visceralmente contra o aborto.

Mas o Serra não vem dessa tradição conservadora. Está apenas usando esse discurso – de forma hipócrita, desavergonhada, sem nenhuma convicção.

Pra espalhar o medo e a boataria sobre aborto, Serra precisa reprimir o que ele mesmo – no íntimo – deve pensar sobre o fato. Tanto que – quando ministro – o tucano corretamente assinou uma portaria regulamentando o aborto no SUS.

Por que Serra fez isso? Porque é um malvado assassino de crianças? Não. Porque é o mais razoável. E porque o PSDB – por mais críticas que se possa ter ao programa político e econômico do partido – nunca foi uma legenda obscurantista. Não é essa a tradição de FHC, Covas, Montoro.

É por isso que o ato falho fez-se presente. Revelou a hipocrisia, revelou o que Serra gostaria de manter escondido.

Não sou psicanalista. Talvez Maria Rita Khel, que é psicanalista, pudesse escrever sobre esse magnífico ato falho. Isso se o “Estadão” não tivesse vetado textos dela com conteúdo político. É que a Maria Rita Khel não segue a linha do jornal – que apóia o tucano.

Serra dizer “sou a favor do aborto” é um ato falho tão revelador como o “Estadão” (tão preocupado com a “liberdade de expressão” sob ameaça do “lulo-petismo”) dizer à Maria Rita: “não escreva sobre política”.

A direita vem à tona. À tiracolo traz preconceito, hipocrisia, caça às bruxas.

É como se o segundo turno – tão comemorado como oportunidade de “qualificar o debate” – levasse o Brasil não para o futuro, mas de volta para os séculos XVI ou XVII. Naquela época, a Inquisição podia prender, interrogar, torturar e – no limite – executar aqueles que se afastavam da “verdade de Deus”.

O obscuratismo insuflado pelos tucanos leva-nos de volta a esse caminho. A Inquisição já não há. Mas o desejo inconsciente de prender, interrogar, torturar e executar segue a habitar os recantos das mentes mais conservadoras.

O debate sobre o aborto é necessário. E pode ser feito de forma séria. Mas os tucanos querem o boato, o medo. Jogam no lixo a história de um partido que nasceu para “modernizar” a política brasileira – lembram? Mas que agora se afunda, de braços dados com a pauta da extrema-direita religiosa.

Por que Serra aceita esse papel?

Freud talvez explique.


[Fonte: blog O Escrevinhador]

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Comentário sobre os comentários


Caros amigos e leitores

Estou muito feliz pela positiva repercussão do artigo publicado no post anterior, não apenas entre os evangélicos, mas entre muitos outros que se identificaram com as idéias contidas no texto, independente de bandeiras e crenças religiosas.

O número de acesso ao Bloguilhéu nestes dois dias triplicou, e além dos vários comentários no próprio blog, recebi uma grande quantidade de e-mails de muitas pessoas comunicando-me que o texto estava sendo reenviado às suas listas de contato. 

Agradeço a todos pelas belas palavras de estímulo escritas nos comentários.

Quero comentar a ótima contribuição do Wolney, dizendo que sim, concordo plenamente que a boataria extrapola as portas das igrejas evangélicas e alcançam os mais diferentes lugares e credos, o que deve entristecer qualquer cidadão que tenha o mínimo de consciência ética.

Fico honrado em saber que este texto está sendo copiado e enviado adiante, o que obviamente muito me alegra.

Quem sabe - não custa sonhar - com estas palavras sendo espalhadas por aí, pessoas possam ouvir o murmúrio de uma brisa suave trazendo mudanças, abrindo-lhes os olhos e dando coragem para sair de suas cavernas de alienação e inércia, como Elias no Monte Horebe (1 Reis 19). 

Reconheço - sou realista - que o texto está longe de obter a mesma força e velocidade de um boato mal intencionado, mas ao menos pode servir como um singelo sinal de que ainda há nesta terra muitos cujos joelhos não se dobraram diante de determinados altares.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Eleições presidenciais: os evangélicos e o mar de boataria

Caros irmãos

Não está fácil assumir ser evangélico nos dias atuais. Por causa de alguma perseguição religiosa? Não. Por causa dos próprios evangélicos.

Explico-me.

O que eu vejo acontecer dentro do território evangélico nestas eleições presidenciais tem me causado uma mistura de indignação, vergonha, constrangimento e nojo.

Não quero generalizar, é claro, mas fico impressionado com o alto grau de preconceito, de ingenuidade, ou - o que mais me assusta - com o alto grau de perversidade que tem marcado a participação de uma parcela evangélica no processo eleitoral.

Perturbo-me com a capacidade que um boato tem de se instalar e se propagar por entre as fronteiras evangélicas.

Poucas vezes vi tanta perversidade.

Maldade mesmo.

Ingenuidade às vezes. Será?

Um evangélico deveria ser prudente como uma serpente (Mt.10:16), e não a própria serpente. Descubro entristecido que em nosso meio há muitos que “aguçaram a língua como a serpente; o veneno das víboras está debaixo dos seus lábios” (Sl.140:3).

Outros há que deixam-se ser picados por serpentes. E repassam o veneno.

Veneno impregnado de preconceito e cólera.

Dilma é lésbica. Espalham um e-mail possivelmente falso de uma suposta ex-amante. Ninguém consegue encontrar a mulher; o advogado citado no texto não existe, não tem nem registro na OAB. Não interessa, o importante é passar a informação adiante, verdadeira ou falsa.

Dilma disse em Minas Gerais que nem Cristo tira dela a vitória. Chuvas de mensagens repassadas com esta “blasfêmia”. Mentira. O jornal Estado de Minas, que faz parte do Grupo Diários Associados, informou que a suposta declaração não existiu. A candidata não teria dito aquela frase em comitê algum de Minas. Mas não interessa, o importante é passar a informação adiante, vedadeira ou falsa.

Dilma vai fechar as igrejas. Reedição da velha ladainha de tantos anos, desde que Lula foi candidato pela primeira vez. Com alta porcentagem do “voto evangélico”, elegeu-se Collor, que realizava sessões de umbanda nos porões da Casa Presidencial, e todos sabem o que aconteceu.

Dilma matou pessoas. Guerrilheira, pegou em armas, é uma pecadora da mais alta periculosidade. Informação fora de contexto, que só quem sabe o que é uma ditadura compreende. Mas a idéia de uma mulher terrorista cabe muito bem a quem quer impor medo aos incautos. E a claque evangélica aplaude, regozija, e passa adiante - e radiante - a informação. Mentira? Verdade? Não importa.

Dilma é a favor do aborto e dos homossexuais. Como se nenhum outro candidato fosse. Como se estivéssemos decidindo uma eleição para presbítero ou diácono. Como se Serra e Marina fossem missionários evangélicos lutando pela implementação dos preceitos bíblicos em cada casa no país. Como se não houvesse, em todos os partidos políticos, sem exceção, integrantes alinhados com causas sociais complexas, que alguns evangélicos insistem em reduzir ao simplismo de ser contra ou a favor. E aqui evangélicos unem vozes com a força retrógrada da CNBB, num raro ecumenismo contra um mal pior: a desigualdade social? não, o PT.

O PT é o representante do império da iniquidade. Sim, e os quinhentos anos de massacre da dignidade humana e injustiça social que vieram antes do PT foram o quê, o Paraíso?

Dilma é mulher, e não deve ter autoridade sobre o homem. Portanto, não pode ser Presidente. Não, não é piada, eu li isso de verdade, e fico constrangido em admiti-lo. Não é preciso comentar. Qualquer evangélico que concorde com esse pensamento obtuso certamente nem chegará comigo à leitura deste trecho - já me abandonou nas linhas acima.

Uma tal VINACC – Visão Nacional para a Consciência Cristã - da qual eu nunca havia ouvido falar, entra em ação e elabora uma “carta aberta para a sociedade brasileira”, “alertando quanto a votar nos candidatos dos seguintes partidos: PT, PCB, PV, PDT, PSTU, PC do B, PSOL e PCO.” A voz de comando é seguida a risca por alguns, tal qual mandamento extraído do Decálogo.

Pastores terroristas - muitos ligados a partidos de direita - vociferando de seus púlpitos ameaças e mais ameaças às suas apavoradas e perdidas ovelhas que não conseguem pensar por si mesmas, que no afã da busca pela liberdade em Cristo, encontraram a escravidão hipnotizante dos lobos vestidos com pele de cordeiro.

Não tenho problemas com quem vota no Serra por questões ideológicas, por juízo próprio, por diferenças de visão de mundo, por maneiras diferentes de entender o papel político, por programas de governo, por preferências partidárias, por convicções pessoais. Ao contrário, admiro quem tem opinião própria. Não brigo nem discuto com ninguém quando se trata de convicções político-partidárias - já fiz isso quando era mais jovem e não trouxe benefício algum. Aprendi com a maturidade - acho eu - a não defender político, porque amanhã eles certamente irão me decepcionar, fazer algo contrário ao que dizem hoje, e eu fico sem meus preciosos amigos que perdi nas discussões. Nenhum político vale o preço de uma amizade.

Meu problema também não é com os que, por razões pessoais, odeiam o PT e tudo que vem dele, independente do que seja. Nunca verão nada de positivo. Nenhuma possibilidade de abrandar suas críticas. Mas democracia é isto, estão todos no seu legítimo direito. E o partido, diga-se de passagem, oferece sua generosa parcela de contribuição.

Meu problema é com aqueles que, sob o disfarce de espiritualidade, exercitam o que há de pior no mundo das trevas, à base de blasfêmia, falsa acusação e calúnia.

Minha dificuldade é com aqueles que, sem perceber sua postura de ingenuidade e alienação, viram massa de manobra política nas mãos de líderes inescrupulosos.

E meu problema é com os que plantam e alimentam preconceitos, e não hesitam em lançar mão de meios desleais para impor suas convicções.

Não escrevo em nome de nenhum grupo evangélico.

Não recomendo voto a ninguém.

Tenho o meu voto. E gostaria muito que o respeitassem. Quero apenas ser livre para escolher conforme minha consciência, sem patrulhamento religioso, sem ter que nadar neste mar de boataria em que se transformou o meio evangélico nestes dias.

"A falsa testemunha não ficará impune; e o que profere mentiras perecerá." Provérbios 19:9

João David Cavallazzi Mendonça
Florianópolis - SC

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

The power of words

Animação produzida pela Anistia Innternacional estimulando as pessoas a usar o poder das palavras, enviando cartas e e-mails para apoiar e pedir a liberdade dos prisioneiros políticos que defendem os direitos humanos e a justiça ao redor do mundo.


sábado, 3 de julho de 2010

RBS, Colégio Catarinense e o território livre da internet

Por João David C. Mendonça


O episódio do abuso sexual cometido por três garotos de classe alta em Florianópolis, entre eles o filho de um diretor da RBS em Florianópolis, requer de nós um olhar bastante cuidadoso e algumas reflexões.

A facilidade com que as pessoas repassam as informações sem ao menos checar a sua veracidade é impressionante. Desde a primeira vez em que recebi o e-mail relatando o ocorrido, já era fácil perceber que aquela carta de um suposto grupo de mães do Colégio Catarinense tinha um quê de fantasioso e rancoroso, como se seu autor estivesse mais interessado em vomitar seu ódio contra o referido Colégio do que expressar efetivamente o seu repúdio ao terrível ato do abuso cometido pelos jovens.

Mas o território livre da internet não quer saber o que é verdade, o que é falso. Ele apenas quer ampliar seu limites, espalhar-se como um virus incontrolável, atingindo a todos os envolvidos, sejam eles culpados ou inocentes. E conta com a colaboração ingênua da maioria dos internautas, que geralmente replicam e-mails sem uma simples averiguação.

De nada adiantou uma nota do Colégio Catarinense afirmando que os garotos nem eram alunos da instituição. Quem repassou o primeiro e-mail, muito mais bombástico, dificilmente encaminhará para sua lista de endereços a mensagem que tenta recolocar no lugar algumas verdades. Tarde demais, o estrago já está feito. Para alegria de quem deu o primeiro tiro.

Por outro lado, não podemos deixar de notar também o papel importante dos blogs e meios eletrônicos num Estado em que infelizmente o poder da mídia é concentrado apenas em uma empresa, no caso a RBS. Em outras épocas, pré-internet, provavelmente ninguém teria tomado conhecimento do ocorrido. Com a internet, a conhecida "operação abafa" já não é tão bem sucedida como antigamente.

Neste sentido, a internet então pode ter um duplo e contraditório papel: ser um terreno fértil para o plantio de falsas denúncias com efeitos devastadores, ou um espaço que pode nos salvar da hegemonia de grupos midiáticos poderosos que escolhem quais notícias podem ou não podem chegar até a população.

Mas atenção: se não podemos condenar o Catarinense neste caso específico, pois esses garotos poderiam sim ser de qualquer colégio, particular ou público, não podemos tampouco ignorar a crueldade e repugnância do abuso cometido por estes rapazes, exemplos perfeitos de uma sociedade adoecida, reflexos de uma forte crise de valores pela qual passam as famílias dos tempos atuais. Crise que, para o adolescente, se manifesta no desrespeito ao outro, no desrespeito ao corpo do outro, e no desrespeito ao seu próprio corpo e a si mesmo. 

Merecem sim a justa condenação, não por serem filhos de quem são, mas pelos criminosos atos cometidos.

Diante de um caso tão horroroso como esse, alguns pensamentos me vem à mente:

. A menina vitimizada, juntamente com sua família, precisa de um delicado tratamento psico-emocional, que lhes traga fortalecimento para superar os efeitos de toda esta brutalidade vivenciada;

. Estes garotos, paralelamente às justas condenações que esperamos possam vir sobre eles, necessitam também de uma intervenção psicológica, seja para compreender o que os levou a chegar ao ponto de cometer tais atos, seja como uma forma de trabalhar preventivamente para que eles não voltem a ocorrer;

. A RBS, sempre tão impiedosa nas divulgações dos escândalos, agora bebe de seu próprio veneno, e seu comentarista que fica na hora do almoço despejando pela televisão suas técnicas educacionais na base da porrada, soltando impropérios e esmurrando a mesa com sua cara de homem irrepreensível, desta vez não se manifestou nem chamou os meninos pra "sua delegacia";

. Algumas pessoas estão se aproveitando da tragédia vivida pela menina e sua família para manifestar seu ódio classista e elegeram o Colégio Catarinense como vilão desta história, misturando propositalmente fatos reais com mentiras;

. Já que neste caso não é possível haver uma comoção popular midiática, pois geralmente é a própria RBS/Globo que fomenta este tipo de reação na população, a tal comoção está vindo pela internet - uma "comoção virtual", com os blogs replicando informações, denúncias, opiniões, verdades e falsidades. 

É lamentável que histórias como esta aconteçam em nossa cidade, você não acha?



quinta-feira, 1 de julho de 2010

Kfouri e a fé de Cacá

(por Ariovaldo Ramos)

Não é direito do ser humano, ter ou não ter fé?
E não é um direito explicar a vida a partir da fé?
Se perde, não é um direito buscar consolo na fé?
E se ganha, não é um direito atribuir a superação ao deus em que crê?
Se não há deus, por que a ira contra quem não existe?
Logo, é ira contra seres humanos no exercício do direito de explicar a sua vida, e atribuir a sua vitória a quem quer que seja.
E como eu saberia que o articulista não tem fé, se não o tivesse dito no espaço onde deveria falar de futebol?
E se alguém, ao ver a demonstração de fé dos atletas, decidir buscar essa fé, não lhe será um direito?
E se, ao ouvir o articulista, decidir pelo ateísmo, isso não lhe será um direito?
Por que essa celeuma sobre o que é apenas o exercício de direito?
O fato de eu não gostar de ouvir algo, não tira do outro o direito de falar.
O fato de eu não gostar de como alguém comemora os seus feitos, não lhe tira o direito de o fazer.
Direito: faça valer!

segunda-feira, 29 de março de 2010

Pedido eleitoral


Esta é uma mensagem que estou encaminhando por e-mail para todos os meus amigos:

Caros amigos
Venho lhes pedir que se por acaso vocês receberem por e-mail mensagens de "alerta" sobre a Dilma Roussef, que ela é terrorista, assassina, ex-guerrilheira, e mais um monte de acusações fora de contexto, por favor não precisam re-encaminhar a mensagem para meu e-mail.
Apesar de não ter decidido ainda em quem votar - apenas sei em quem não votarei - já lhe adianto que este tipo de mensagem não me convence nem me comove, e peço desculpas por minha teimosia.
Anos atrás, também era comum ouvir até mesmo de pessoas "esclarecidas" o discurso de que Lula era um comunista, fecharia as igrejas, confiscaria a poupança, tiraria a casa de praia de quem tivesse duas casas, destruiria a economia do país, envergonharia o país diante do mundo, etc.
Então, meus queridos amigos, por favor, não percam tempo comigo, nem me venham com coisas do tipo "saiu na Veja", "o Mainardi escreveu", "a Lúcia Hipólito disse pro Jô" - aí mesmo é que a mensagem perderá qualquer vestígio de confiabilidade que ela possa ainda ter... hehehe...
Na prática, ao não enviar estas mensagens para mim, você poupa espaço no mundo virtual, poupa meu tempo em ter que clicar em "excluir", e ainda deixa de ofender o pouco de inteligência (eu acho...) que ainda resta em mim. hahaha...
Votem em quem desejarem.
Acreditem no que quiserem.
E, por favor, nunca deixem de me enviar bons textos e é claro, umas boas piadas.
E que todos tenhamos muito bom humor pra aguentar os meses de assédio político que vêm por aí.
Um grande abraço
jd

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Livraria Saraiva vende livros mas não sabe ler e-mails

Há alguns dias, preenchi no website das Livrarias Saraiva uma proposta de adesão ao seu Cartão de Crédito. Dias depois, recebi carta do Banco do Brasil informando que meu cadastro foi negado porque "não estava de acordo com os parâmetros definidos para a concessão do cartão".

Curioso para saber a razão da negativa, telefonei para a Central de Atendimento do Banco do Brasil e fui informado que quem faz o cadastro é uma empresa terceirizada, e o Banco do Brasil não saberia me dizer as razões da proposta não ter sido aceita.

Aí escrevi pra Saraiva explicando a situação e pedindo a eles que me informassem o que faltou na minha proposta para que ela fosse aceita.

No dia seguinte, recebi e-mail da Saraiva com o seguinte e-mail:

Prezado senhor João David
Agradecemos seu contato.
Para este tipo de informação, pedimos a gentileza de entrar em contato diretamente com a Central de Atendimento do Banco do Brasil, no telefone (11) 40041011 (São Paulo) e demais regiões 08007291011.
Atenciosamente,
Ana Paula

Ou seja, eu envio a eles um e-mail informando que a Central do Banco do Brasil me mandou entrar em contato com a Saraiva,  e a Saraiva me responde pedindo que eu entre em contato com a Central do Banco do Brasil.

Ou eles estão tirando sarro da minha cara, ou a empresa que vende milhões de livros não sabe ler um e-mail.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Fritjof Capra cita Brasil como exemplo

Em um artigo endereçado ao presidente Barak Obama, o físico e teórico sistêmico Fritjof Capra cita o Brasil como um exemplo a ser seguido no que se refere ao relacionamento com as Organizações Não Governamentais e entidades civis organizadas em torno de uma ecologia sustentável.
Capra chega a sugerir a Obama que uma conversa com Lula poderia ser de grande ajuda e inspiração ao presidente americano.

I believe that discussing with President Lula how this collaboration of government, business, and civil society is organized in Brazil might be helpful and inspiring for you if you want to create similar channels of communication in Washington.

O texto completo de Capra você pode ler clicando aqui.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Sr. Bóris, isto é uma vergonha!

Após uma reportagem em que dois garis desejavam Feliz Natal, Bóris Casoy não percebeu que o áudio estava aberto e soltou uma pérola do preconceito de classes.

Coisas do jornaismo brasileiro. Ou, como diria Boris Casoy, "isto é uma vergonha!".

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Jornal do Almoço ficando famoso em todo país

Ontem gastei alguns minutos na internet lendo - e me divertindo com - as observações dos leitores de vários blogs que repercutiam o fatídico comentário veiculado no Jornal do Almoço a respeito da Novembrada, já citado no post anterior.

Resolvi então fazer uma pequena coletânea dos melhores comentários para compartilhar com os leitores do Bloguilhéu.

São fragmentos colhidos em blogs de todo país, que demonstram como um dos principais âncoras da RBS está dando sua valiosa contribuição para tornar o Jornal do Almoço conhecido pelo Brasil afora:

O que é que esses caras bebem nas redações, alguém sabe?


Ninguém mais suporta ele na tv em santa catarina, me sinto envergonhado!


Se joão figueiredo estivesse vivo não escolheria esse cara nem prá montar!


Vocês estão chocados com esse vídeo? Vem morar aqui e ver os outros, aí sim vocês vão ter motivos de sobra para espanto!


Puritano, falso moralista, incitador de tortura em presídio, falso educador, pedagogo da ditadura. RBS mostra a sua cara!


Esta pessoa é de verdade ou é um defeito, digo, efeito especial?


Que o Reino Animal me perdoe, mas um dos seus membros, seguramente, é “jornalista” na RBS.


Aqui no rio Grande do Sul, era um simplório comentarista de futebol. Foi transferido para Santa Catarina e virou isto aí. A bela e santa catarina não o merece.


Não é só São Paulo que produz Esgoto na mídia….


Se ele numca teve problemas em comprar um livro durante a ditadura, é porque só lia livros de moral e cívica e na TV assistia “Amaral Neto O Reporter” !


Como é que a RBS tem uma linha editorial desse nível em pleno século vinte. Inacreditável…


Esse cara é um fanfarrão.


Luiz Carlos Prates não é um Luiz Carlos que “Preste’s”!


Esse vídeo é quase surreal… tenho certeza de que ele tem uma suástica tatuada debaixo do paletó.


Tem certeza de que isso aí foi veiculado num telejornal? Não foi mais um desses programas humorísticos???


Diante da possibilidade de civilização, o cara não tem dúvida, ele opta pela bárbarie. Isto em 2009. Em 30 de novembro de 2009! Com quanto mais de estupidez humana a gente ainda vai ter que conviver?


Mas ele tem um baita espaço local. Tem gente que acredita nele.


Se não fosse trágico, seria cômico.


Cada um tem o Paulo Francis que merece.


Esta é a figura de proa do jornalismo patético de minha cidade, e estejam certos de que a manisfestação crítica nestes meios é cerceada (tentem uma carta ao painél de leitores do Diário Catarinense...).


Onde mais um tipo como esse vai trabalhar ? Acho que nem a Veja o aceita.

Prates leva o Troféu Côsorrorosa da semana

O Troféu Côsorrorosa dessa semana vai para o "comentarista" do Jornal do Almoço, que desfilou seu habitual fascismo e falso moralismo em um infeliz comentário sobre a Novembrada, enaltecendo a ditadura militar. Só a RBS mesmo para manter em seu staf um "profissional" deste nível.

Graças à enorme quantidade de besteiras ditas nos poucos minutos de seu comentário, o dito "comentarista" está ganhando projeção nacional. Sites do país inteiro estão reproduzindo a íntegra de sua fala, para vergonha e constrangimento de todas as pessoas de bem que vivem em Florianópolis.

Em respeito à inteligência dos nossos leitores e amigos, o Bloguilhéu não reproduzirá aqui o referido texto, nem tampouco publicará o vídeo que já está rolando pelo Youtube.

sábado, 28 de novembro de 2009

Tic Tic Tic

Tenho dúvidas sobre a efetividade dessas campanhas para salvar o mundo, mas não dá pra negar que o vídeo ficou muito bom. Baseado na canção dos australianos do Midnight Oil, Beds Are Burning, o clip mostra vários artistas engajados na tentativa de influenciar líderes mundiais para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que ocorrerá de 7 a 18 de dezembro em Copenhagen.



O website oficial da campanha é www.timeforclimatejustice.org

Vamos aproveitar o embalo e curtir os donos da música em uma bela versão acústica: