quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Torcedor do Figueira: não assista este vídeo

Talvez você não reconheça este nome. Alfredo Santos Loebeling foi árbitro da partida entre Figueirense e Caxias em 2001 pela série B, que entraria para a história como a partida de acesso do Figueirense à Série A.

Alguns meses atrás, o ex-árbitro concedeu uma entrevista em que relata os bastidores da polêmica partida, a influência política que colocou de maneira vergonhosa o time do Estreito na primeira divisão do futebol brasileiro, e o seu banimento do quadro de árbitros por não ter aceitado participar da fraude.

O Bloguilhéu adverte: torcedores alvinegros não devem assistir este vídeo até o final. Sério, não façam isso. Vocês morrerão de vergonha. Acreditem, não assistam.


Via memoriamagnetica on Vimeo.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Apanhei-te Cavaquinho

Yamandu Costa e Armandinho, dois virtuoses da música brasileira, interpretando a canção Apanhei-te Cavaquinho. Tentei encontrar um adjetivo para o que você verá neste vídeo, mas não consegui.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Imagens de Serra após a eleição

Após uma cansativa e medíocre campanha presidencial, o Bloguilhéu foi respirar o ar fresco da Serra Catarinense, e aproveitou para registrar algumas imagens para ilustrar o post de hoje.











terça-feira, 26 de outubro de 2010

Eleições e a Agricultura Familiar

Publicamos abaixo mais uma manifestação respeitosa, baseada em experiências reais do cotidiano da Cooperativa da Associação dos Agricultores Ecológicos das Encostas da Serra Geral. Recebemos esta mensagem porque somos clientes da Cooperativa na compra de produtos orgânicos, e consideramos um importante testemunho que pode contribuir com o deslocamento do debate infrutífero para um debate de idéias que interessam à nossa sociedade.


Caros clientes da CooperAgreco,

Pedimos desculpas pela ousadia, mas consideramos necessário incluir na cesta desta semana, junto com o sabor de nossos produtos, este texto que traz reflexões de quem tem lutado para produzir alimentos limpos e saudáveis para você e sua família, assim como para construir uma sociedade brasileira que respeite a natureza e os homens e mulheres do campo.

Estamos, neste momento, vivendo um processo eleitoral que julgamos decisivo para a definição do ambiente político-institucional em que atuamos. Por isso, temos acompanhado com muito interesse as discussões sobre a eleição presidencial. Temos feito isso em contato com nossos representantes de vendas, com compradores de supermercados, com consumidores finais, nos restaurantes em que nossos produtos são servidos, e, de forma geral, por todos os lugares urbanos em que passamos.

Percebemos, em boa parte dos casos, que as opiniões estão sendo formadas sem considerar as políticas públicas voltadas à agricultura familiar e, especialmente, à agricultura orgânica. Ora, mas são essas políticas que nos afetam diretamente e que tornam possível, ou não, aumentarmos e melhorarmos a produção do que levamos as suas casas e mesas. Passamos a perceber que, na cidade, essas políticas são, contudo, muito pouco visíveis.

Por este motivo, pensamos ser importante indicar a você, caro cliente cidadão (no duplo sentido de “habitante da cidade” e “indivíduo no gozo dos direitos civis e políticos”), como vivenciamos as políticas federais que afetam o campo nos últimos oito anos (Governo Lula).

Se, hoje, somos uma rede de mais de 300 famílias de agricultores das Encostas da Serra Geral, é porque tivemos, ao longo desse período, grandemente ampliadas as oportunidades de produção e comercialização de alimentos orgânicos.

Esse avanço foi possível com o auxílio de diversos programas do Governo Federal. Os dois principais: o PRONAF - Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar e o PAA - Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar, que garantiram crédito e canais institucionais de comercialização para que pudéssemos expandir nossa produção e aumentar o número de agricultores familiares convertidos à produção orgânica.

A continuidade desses programas parece óbvia. Mas, não é! Exige compromisso com um modelo de desenvolvimento sustentável e com uma perspectiva de fortalecermos um Brasil rural com gente. Muita gente. E vivendo feliz, criando aí seus filhos e netos.

Pois bem, nossa experiência mostra claramente que esse compromisso existe apenas na candidata da Coligação “Para o Brasil seguir mudando”, Dilma Roussef. A outra candidatura aponta, ao contrário, para a descontinuidade, com uma ruptura com os princípios dessas políticas, seja em função de suas próprias opções, seja em função dos compromissos que já assumiu com os grandes produtores do agronegócio.

A CooperAgreco, juntamente com a Associação dos Agricultores Ecológicos das Encostas da Serra Geral (Agreco), tem o sonho de ter nessa região, rica em nascentes d’água, remanescentes da Mata Atlântica e agricultura familiar ainda “colonial”, um território sustentável que garanta a qualidade desses recursos naturais e a dignidade do seu povo. Ela quer concretizar esse sonho e sabe que isso exige, por mais tempo, o apoio de políticas públicas diretamente voltadas à agricultura familiar orgânica.

Foi considerando sua preferência por nossos produtos e sua confiança em nossa postura ética, tanto na produção dos alimentos que você dá aos seus filhos, quanto na construção de um mundo melhor que também será para eles, que julgamos possível e adequado fazermos essa manifestação.

Muito obrigado pela compreensão e pelo apoio.

CoperAgreco.

Eleições e as pessoas com deficiência


Transcrevo abaixo mensagem que recebi do meu amigo Adriano H. Nuernberg, professor do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina e pesquisador nas áreas de Psicologia Escolar e Educacional e Estudos sobre Deficiência.

Meus amigos,

Estamos a ponto de realizar a escolha entre os candidatos à presidência do nosso país e creio que todos desejam fazê-la com base em argumentos consistentes.

Não estou aqui para satanizar ou idealizar nenhum candidato, mas apenas apresentar um argumento pontual, pertinente à minha área de trabalho como professor e pesquisador, que contou para que minha opção fosse pela candidata Dilma Rousseff (PT).

Nos últimos anos vimos os maiores avanços na inclusão das pessoas com deficiência no país, em todas as esferas: trabalho, educação, saúde, assistência social.

Também foi durante o governo Lula que se aprovou, com a agilidade merecida, o mais importante documento para a defesa dos direitos das pessoas com deficiência, a Convenção Internacional pelos Direitos da Pessoa com Deficiência, promulgada pelo presidente em 2008.

Por sinal, essa Convenção foi amplamente criticada por alguns membros do PSDB que são muito influentes na Educação Especial brasileira, como Eduardo Barbosa ( do PSDB-MG que também é presidente da Federação Nacional das APAEs).

Avaliando as propostas de ambos os candidatos, fica claro que Serra, que conta com o apoio das APAEs, acena para o reforço de uma política segregacionista que historicamente se perpetua no país.

Ademais, tenho estado atento ao modo como Serra se refere às pessoas com deficiência, em grande parte das vezes evidenciando uma noção pautada pelo modelo médico e a assistencialista da deficiência.

Para mim, Dilma representa a continuidade do reforço dos mecanismos democráticos como as Conferências pelos Direitos das Pessoas com Deficiência, que levam a voz desse grupo social para as decisões quanto às políticas públicas dessa área, pensando a Deficiência como um tema transversal a todas as esferas, da Educação, ao trabalho, à Assistência, e o fazendo a partir de um modelo social da Deficiência.

Serra, ao contrário, reforça a lógica do especialismo e da segregação, ao propor o “Ministério da Pessoa com Deficiência”.

Não se enganem: as pessoas com deficiência não querem nada especial, nem Estatuto, nem Ministério só para elas, mas sim, ver seus Direitos Humanos reconhecidos, como nosso atual presidente tem sido capaz de reconhecer nesses anos, situando a Coordenadoria que trata das questões desse grupo social na Secretaria de Direitos Humanos e enfrentando a questão das barreiras às pessoas com deficiência em todos as áreas, transversalmente.

Enfim, existem vários outros motivos que pautam minha escolha por Dilma, dentre eles estão aqueles que a ilustração neste link descreve. Aqui desejei apenas acrescentar outro motivo que pode ser considerado em suas escolhas.

Abraço a todos e obrigado pela atenção.

Adriano H. Nuernberg

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

A vitória de ontem

Por Alexandre Francisco Cavallazzi Mendonça

Ouso dizer que o Avaí começou ganhando o jogo! Ganhando?! Sim, ganhando ainda no ônibus, quando passou pela torcida apaixonada, uns com faixas, cartazes e bandeiras, outros com fogos, sinalizadores, tambores e cornetas, mas todos com sangue nas veias, pulmões na garganta e lágrimas nos olhos.

Ali naquele momento, a Ressacada voltou a pulsar. Tal como um desfibrilador, cada grito, cada espocar de um foguete era como um choque no coração do Leão. Aquele tiro que tomamos no primeiro minuto parecia ter nos atingido em cheio, tanto que sangramos por cinqüenta minutos. O Leão por um momento havia esquecido que vestia um escudo azul.

No intervalo, aquelas ações da torcida começaram a fazer efeito. Os jogadores viram que deviam fazer mais e melhor. E, fizeram. Na primeira estocada, o inimigo acusou o golpe e o Coração Azurra aumentou o ritmo das batidas. Veio o segundo seguido de êxtase e o terceiro sem adjetivos. O Leão respirou o ar que saia dos pulmões da torcida, como numa respiração boca a boca.

A batalha estava de novo nas patas do Rei da Ilha, mas longe de terminada. Das arquibancadas eram fornecidos o oxigênio o sangue e o soro, do lado do gramado, gandulas, jogadores reservas, o técnico e demais integrantes do banco eram os auxiliares de enfermagem, cada um cumprindo seu papel. Do lado de fora, alguns abutres até sobrevoavam fazendo questão de lembrar que o Leão costuma tomar um tiro no final das batalhas, repetindo aquilo como um mantra, na esperança que essa desgraça se repetisse.

Encerrada a batalha, o animal estrangeiro estava definitivamente abatido em terras sagradas e o Leão, Rei da Ilha, ferido, mas vitorioso, desabou ao chão num gesto que demonstrava muito mais do que imaginamos. Ao fim daquela luta, gramado ao qual os Jogadores se entregaram exaustos, transfigurou-se de campo de batalha em braços da torcida. Cada torcedor estendeu seus braços e amparou o Leão exausto, mas não abatido; ferido, mas não morto.

O que vem depois, só interessa ao depois, hoje o coração pulsa com mais vigor, com mais sangue e com mais oxigênio. A ferida ainda não está curada, mas o remédio e o tratamento não podem parar.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Um Vereza e um apedeuta...

Eu tenho um problema. Às vezes eu encasqueto com uma coisa, e meu lado chato não me deixa em paz enquanto não vence a batalha.

Querem um exemplo recente?

Trata-se de um vídeo que está no youtube, com uma entrevista do ator Carlos Vereza no Programa do Jô, em que ele faz um apaixonado discurso com veementes críticas ao Partido dos Trabalhadores, e rasga elogios quase orgasmáticos ao José Serra.

Até aí nada de mais. Está no seu direito. Jô também tem esse direito de fazer do seu programa um espaço anti-petista, com as suas meninas tucanizadas travestidas de comentaristas políticas. Tudo normal até aí.

O que me deixou intrigado é uma informação que vem com o vídeo, de que esta entrevista teria sido "censurada" pela Globo e pelo PT devido ao forte tom de acusação do ator global, o que causa um enorme alvoroço nas hostes anti-petistas sempre à espera de algum fato que finalmente sirva como prova cabal que o Brasil vive um regime ditatorial.

Obedecendo meu lado chato, resolvi tirar a dúvida diretamente com o principal protagonista. Fui ao blog do ator, peguei seu e-mail e escrevi diretamente a ele. As mensagens seguem abaixo:

Primeiro e-mail:

15 de outubro de 2010 01:12
De: jd
Para: carlosvereza@hotmail.com

Prezado Carlos

Peço licença a você para lhe fazer uma pequena pergunta: é verdade que a sua entrevista no Jô Soares foi censurada?
Atenciosamente,
João David
Florianópolis - SC

Resposta do ator

15 de outubro de 2010 04:26
De: Carlos Vereza
Para: jd

Mas não pelo Jô! Coisas do PT! Um abraço. Carlos Vereza.


Minha nova mensagem ao ator

15 de outubro de 2010 14:11
De: jd
Para: Carlos Vereza

Caro Carlos Vereza
Muito obrigado pela atenção e pela rápida resposta.
Mas ainda não ficou claro para mim: o programa foi ao ar ou foi vetado pela Globo?
Desculpe pela insistência.
Agradeço mais uma vez sua atenção.
Forte abraço
João David




Enquanto escrevo este post, continuo aguardando a resposta do ator global. 

Provavelmente, a vida atribulada de uma personagem tão relevante da tv brasileira não permite que ela tenha tempo a perder com pessoas desconhecidas que ficam obedecendo ao seu lado chato, importunando atores em busca de esclarecimentos sem a menor importância.


Imagino ser esta a explicação para o caráter vago e impreciso de sua primeira resposta, e para o silêncio após a minha nova pergunta. 


Portanto estaria tudo bem comigo, não fosse esse meu lado chato - ele de novo? - ficar sussurrando em minha mente a idéia de que se o ator não quis me responder de forma clara, é porque talvez ele tenha interesse em que esta história continue com este enredo, o de um partido que censura as opiniões contrárias.

E o pior: este lado chato descobriu na internet a informação de que a dita entrevista foi ao ar no dia 06 de maio de 2006, o que aumentou a minha dúvida sobre se não teria sido bem mais simples se o ator respondesse que não, a entrevista não foi censurada.


Ou talvez eu não tenha entendido mesmo a sua primeira resposta porque sou um simples apedeuta.


Diante desta situação, só me resta esperar. Ainda prefiro acreditar que ele apenas não teve tempo para me responder.

domingo, 17 de outubro de 2010

Bloguilhéu abre o voto

Meu voto é cheio de ressalvas e críticas, mas voto para evitar um mal pior: o retorno do PFL/PSDB/VEJA ao comando do país.

Não porque eles comem criancinhas, são do demônio, fazem abortos e fecham igrejas, ou outras tantas asneiras que andamos ouvindo por aí, mas porque acredito que o seu projeto político foi e é prejudicial ao país.

Só isso.

A plena democracia é assim, liberdade para pensar e escolher.

É apenas a minha opinião. Não é melhor nem pior que a dos outros.

E que no dia 31, caibam todas as livres opiniões nas urnas deste país...